Menopausa e alterações cardiovasculares: como o consumo de EPA pode ser benéfico?

A menopausa é um evento fisiológico normal que reflete a perda da função do folículo ovariano, diminuição da produção de hormônios ovarianos e cessação permanente dos ciclos menstruais (NAIR et al., 2021; MAAS et al., 2021). Ela é uma das fases mais importantes na vida das mulheres, afetando muitas mudanças físicas e sociais.

O início médio da menopausa é de 51 anos, entretanto, existe uma variação do início da menopausa, podendo ocorrer entre 40 e 60 anos (NAIR et al., 2021; MAAS et al., 2021). O estresse oxidativo e envelhecimento andam de mãos dadas. A superprodução de radicais livres, como espécies reativas de oxigênio, e a diminuição dos níveis de antioxidantes podem levar à aterosclerose (NAIR et al., 2021).

Esse declínio, combinado com uma perda gradual de estrogênio no sistema reprodutor feminino, está altamente associado às várias sequelas da menopausa, como doenças cardíacas e distúrbios vasomotores, além de efeitos não cardíacos, como a osteoporose (NAIR et al., 2021).

Menopausa e saúde cardiovascular: o que a ciência diz?

Evidências epidemiológicas mostraram que a transição da menopausa está associada a uma maior prevalência de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, isso porque, as alterações nos níveis de estrogênio afetam a regulação da reatividade vascular, a pressão arterial, a função endotelial e a remodelação cardíaca (MAAS et al., 2021; ANAGNOSTIS et al., 2022).

Já, após a menopausa, os fatores de risco cardiovasculares tradicionais como, adiposidade, dislipidemia, intolerância à glicose, hipertensão arterial e doença hepática gordurosa não alcoólica, são prejudicados, principalmente a hipertensão em comparação com o estado pré-menopausa (MAAS et al., 2021; ANAGNOSTIS et al., 2022). Em relação à pressão arterial, evidências sugerem aumento após o início da menopausa contribuição de outros fatores, como obesidade, tabagismo e baixa atividade física, deve ser levada em consideração.

Além disso, essas alterações também tem impacto direto no sistema imunológico, que está intimamente ligado à função vascular e ao envelhecimento (MAAS et al., 2021; ANAGNOSTIS et al., 2022). É importante ressaltar que as mudanças no perfil lipídico como o aumento no colesterol total, colesterol de lipoproteína de baixa densidade, triglicerídeos e a diminuição nas concentrações de colesterol de lipoproteína de alta densidade, são um fator de risco relacionados a doenças cardiovasculares associado à menopausa (ANAGNOSTIS et al., 2022).

Como o EPA pode favorecer a redução do risco de doenças cardiovasculares?

Os ácidos graxos ômega-3, como os ácidos eicosapentaenoico (EPA), podem reduzir o risco de eventos de doença cardiovascular aterosclerótica por meio de vários mecanismos, incluindo redução de triglicerídeos, estabilização da membrana e ação antitrombótica, além de demonstrar propriedades anti-inflamatórias ou antiarrítmicas (BHATT et al., 2021). A literatura científica demonstrou redução do risco cardiovascular além da proteção oferecida pelas estatinas. Foi relatado que um éster de EPA, reduziu significativamente o risco de morte cardiovascular, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, hospitalização por angina instável ou revascularização coronária em pacientes de risco com triglicerídeos, apesar de dos pacientes serem tratados com estatina (BHATT et al., 2021). Tendo ciência desse cenário, a Biobalance tem por objetivo promover saúde e bem-estar por meio de produtos inovadores, naturais e de alta qualidade, que tenham por finalidade estimular as defesas naturais e o equilíbrio fisiológico do corpo humano.

REFERÊNCIAS

MAAS, A. H.; et al. Cardiovascular health after menopause transition, pregnancy disorders, and other gynaecologic conditions: a consensus document from european cardiologists, gynaecologists, and endocrinologists. European Heart Journal, [S.L.], v. 42, n. 10, p. 967-984, 25 jan. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33495787/. Acesso em: 16 fev. 2023.

ANAGNOSTIS, P.; et al. Menopause-associated risk of cardiovascular disease. Endocrine Connections, [S.L.], v. 11, n. 4, p. e210537, 1 abr. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35258483/. Acesso em: 16 fev. 2023.

BHATT, R. D.; et al. The role of eicosapentaenoic acid in reducing important cardiovascular events, including coronary revascularization. Progress In Cardiovascular Diseases, [S.L.], v. 69, p. 3-10, nov. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34419485/. Acesso em: 16 fev. 2023. NAIR, A. R.; et al.

Cardiovascular Changes in Menopause. Current Cardiology Reviews, [S.L.], v. 17, n. 4, p. 230421187681, jul. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33155924/. Acesso em: 16 fev. 2023.

Editoria Biobalance

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