Lúpus e nutrição: quais os efeitos do ômega-3 nessa doença?

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica altamente heterogênea que envolve o sistema imunológico inato e adaptativo, com prevalência crescente nas últimas décadas, ela afeta principalmente mulheres, principalmente na idade reprodutiva. A taxa de prevalência de LES em todo o mundo é de cerca de 20 a 70 por 100.000 habitantes em geral (CHEN et al., 2022; JIAO et al., 2022). 

A etiologia exata do LES permanece incerta, mas os locais de risco genético, como o genótipo acetilador lento da N-acetiltransferase 2 (NAT2), e fatores ambientais são cruciais no desenvolvimento da suscetibilidade ao LES (JIAO et al., 2022). 

O lúpus é caracterizado por autoanticorpos circulantes, inflamação crônica e dano tecidual que afeta múltiplos sistemas de órgãos. Ele está associado a comorbidades, como doença cardiovascular, câncer, síndrome metabólica e doença da tireoide que afetam os sintomas e a progressão da doença e aumentam o risco de mortalidade (JIAO et al., 2022). 

Sintomas e tratamento no LES

Os sintomas comuns relatados por pacientes com LES são fadiga e dor nas articulações, que juntamente com manifestações psicológicas, como depressão e ansiedade, estão afetando a qualidade de vida e exigindo suporte do paciente e opções de tratamento mais eficazes (JIAO et al., 2022).

Os objetivos atuais do tratamento do LES concentram-se na sobrevida a longo prazo, na prevenção de danos aos órgãos e na melhoria da qualidade de vida, sendo o efeito adverso do uso de drogas a principal limitação (JIAO et al., 2022). 

O uso crônico de imunossupressores comuns usados no tratamento do LES, como os glicocorticóides, está associado à osteoporose e à redistribuição da gordura corporal, mesmo em baixas doses, enquanto em altas doses contribuem para danos a novos órgãos, como catarata, doenças osteoporóticas fraturas e danos cardiovasculares (JIAO et al., 2022). 

Intervenção nutricional com ômega-3 no LES

Altos níveis de citocinas inflamatórias no plasma e no soro foram relatadas em pacientes com LES ativo, uma resposta pró-inflamatória aumentada, particularmente na doença ativa, pode ocorrer pelo desequilíbrio das células reguladoras e dos subconjuntos de células auxiliares, complexos imunes e autoanticorpos que levam à lesão tecidual (SALEK et al., 2022). 

Além disso, em pacientes com LES, uma resposta aumentada das células auxiliares está relacionada à atividade da doença. A IL-17, uma citocina inflamatória está envolvida na patogênese do LES devido ao seu potencial de causar inflamação local ativando o sistema imunológico inato, bem como estimulando a resposta imune adaptativa (SALEK et al., 2022).

As propriedades anti-inflamatórias do ômega-3 na supressão de lipídeos envolvidos no processo de inflamação foram demonstradas em estudos clínicos, podendo auxiliar no controle de doenças autoimunes. Além disso, a capacidade dos monócitos é suprimida pela ingestão de suplementos de ômega-3 em voluntários saudáveis, o que resulta na inibição da síntese de citocinas inflamatórias (SALEK et al., 2022).

Foi relatado também que a suplementação de ômega-3 além de diminui a atividade da doença e reduzir a inflamação, também auxilia na atenuação do estresse oxidativo, melhora do perfil lipídico e na função endotelial e, consequentemente favorece na melhorar da qualidade de vida (JIAO et al., 2022).

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REFERÊNCIAS

CHEN, J.; et al. Life factors acting on systemic lupus erythematosus. Frontiers In Immunology, [S.L.], v. 13, p. 1-10, 15 set. 2022. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9521426/. Acesso em: 09 jan. 2023.

JIAO, H.; et al. Diet and Systemic Lupus Erythematosus (SLE): from supplementation to intervention. International Journal Of Environmental Research And Public Health, [S.L.], v. 19, n. 19, p. 11895, 20 set. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36231195/. Acesso em: 09 jan. 2023.

SALEK, M.; et al. Omega-3 fatty acids: current insights into mechanisms of action in systemic lupus erythematosus. Lupus, [S.L.], v. 32, n. 1, p. 7-22, 26 nov. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36433776/. Acesso em: 09 jan. 2023.

Editoria Biobalance

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