Impacto da vitamina D na função neurocognitiva: benefícios do nutriente na saúde mental

A vitamina D é um nutriente conhecido por estar criticamente envolvido no metabolismo de cálcio e fosfato em organismos vivos e um dos seus objetivos é garantir a assimilação de cálcio pelo corpo. Devido ao seu papel crucial na manutenção da estrutura básica do organismo, ou seja, na saúde musculoesquelética, a vitamina D é um dos poucos nutrientes cujos receptores estão universalmente presentes em todo o corpo, incluindo o cérebro (ROY et al., 2021).

Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 350 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão. E essa doença tem sido considerada a principal causa de incapacidade e mortalidade significativas. A insuficiência e a deficiência de vitamina D têm demonstrado relações com distúrbios neurológicos, de acordo com estudos (XIE et al., 2022).

Segundo Xie et al. (2022), foi comprovada a correlação entre níveis baixos de vitamina D e depressão. Pesquisas epidemiológicas demonstraram que a incidência de depressão foi 8-14% maior em pessoas com deficiência de vitamina D.

Vitamina D e Função Cerebral

Devido à ampla distribuição de receptores de vitamina D (VDR) em todo o cérebro, evidências mostram que os níveis séricos dessa vitamina têm capacidade de afetar proteínas cerebrais conhecidas por estarem diretamente envolvidas na aprendizagem, na memória, no comportamento social e no controle motor. Além disso, a vitamina D é conhecida por regular a transcrição de genes (ROY et al., 2021). O fator de crescimento neurotrófico (NGF) e o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) são dois dos produtos gênicos que têm relevância específica para as funções cognitivas e comportamentais afetadas pela vitamina D (ROY et al., 2021).

Conforme Roy et al. (2021), o NGF, presente principalmente no hipocampo e neocórtex, aumenta a neurotransmissão e pode estar criticamente envolvido na memória e no funcionamento executivo. Há também o caso do BDNF, que afeta a sobrevivência e diferenciação das células dopaminérgicas. A literatura científica relata que as neurotransmissões dopaminérgicas estão fortemente associadas à expressão de muitas doenças cerebrais. De acordo com a hipótese clássica de neurotransmissão de monoaminas, a deficiência de monoaminas como 5-HT, DA e NE pode causar depressão, e a deficiência de vitamina D pode interferir na síntese de 5-HT, resultando no desenvolvimento desordenado de neurônios serotoninérgicos e cerebrais (PAREL et al., 2022).

Estudos, também, apontam que a deficiência de vitamina D pode causar um atraso na diferenciação das células DA por causa de seus efeitos na expressão de VDR na substância negra, o que pode levar a déficits comportamentais mediados por DA (PAREL et al., 2022). Também é sugerido que a deficiência de vitamina D pode afetar o desenvolvimento dos neurônios dopaminérgicos e ter efeitos graves na evolução da depressão. Assim, a vitamina D influência direta ou indiretamente os níveis de monoaminas no organismo e, consequentemente, pode estar envolvida na patogênese da depressão (PAREL et al., 2022).

Efeitos da suplementação de vitamina D na depressão

Em sua metanálise, Xie et al. (2022) avaliaram 29 estudos com 4.504 participantes e o objetivo foi investigar a relação entre a suplementação de vitamina D e a incidência e prognóstico da depressão e analisar os efeitos latentes de subgrupos incluindo população e estratégia de suplementação.

O grupo de pesquisadores encontrou resultados positivos para essa associação. Visto que a suplementação com uma dose suplementar diária >2.800UI de vitamina D com duração da intervenção ≥8 semanas mostrou efeitos benéficos tanto na incidência quanto no prognóstico da depressão (XIE et al., 2022).

Esses benefícios foram relatados independentemente de os indivíduos sofrerem de depressão ou não. E eles chegaram à conclusão de que indivíduos com baixos níveis de vitamina D e mulheres são mais propensos a beneficiarem-se da suplementação de vitamina D (XIE et al., 2022).

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REFERÊNCIAS

ROY, N. M. et al. Impact of vitamin D on neurocognitive function in dementia, depression, schizophrenia and ADHD. Frontiers In Bioscience, [S.L.], v. 26, n. 3, p. 566-611, 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33049684/. Acesso em: 19 out. 2022.

XIE, F. et al. Effect of vitamin D supplementation on the incidence and prognosis of depression: an updated meta-analysis based on randomized controlled trials. Frontiers In Public Health, [S.L.], v. 10, p. 1192, 1 ago. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35979473/. Acesso em: 19 out. 2022.

PAREL, N. S. et al. Depression and Vitamin D: a peculiar relationship. Cureus, [S.L.], v. 14, n. 4, p. 24363, 21 abr. 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35637805/. Acesso em: 19 out. 2022.

Editoria Biobalance

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