DHA, gestação e a relação com a prematuridade

O nascimento prematuro precoce, caracterizado pelo nascimento antes de 34 semanas de gestação, é de grande preocupação, pois pode resultar em maior risco de mortalidade e incapacidade infantil (CARLSON et al., 2021).

Como o ácido docosa-hexaenoico (DHA) possui propriedades anti-inflamatórias e é um ácido graxo metabolicamente ativo, ele tem sido amplamente estudado no contexto do neurodesenvolvimento e da imunologia. Além disso, tem sido investigado como uma terapêutica plausível para prolongar a gestação, assim, prevenindo o parto prematuro (VALENTINE et al., 2021).

DHA e prematuridade

A modulação do sistema imunológico materno durante a gravidez ocorre para proteger o feto. A infiltração de leucócitos e a liberação de citocinas estão associados ao início do trabalho de parto, ou seja, a inflamação é essencial para o início do trabalho de parto, mas também tem sido associada a um risco aumentado de desenvolver morbidades e, consequentemente, o parto prematuro (VALENTINE et al., 2021).

Em seu estudo, Valentine et al. (2021), os autores mostram que o nascimento pré-termo está associado a baixos níveis sanguíneos maternos de DHA, com provável decorrência da baixa ingestão dietética. A suplementação materna de DHA demonstrou eficácia na prevenção do parto prematuro.

Ademais, os efeitos do ômega-3, ao longo e após gestação, estão relacionados com a maturação dos oócitos, podendo evitar a prematuridade e os distúrbios do neurodesenvolvimento (POLITANO; LÓPEZ-BERROA, 2020).

Suplementação de DHA durante a gestação

Goodfellow et al. (2021) mostram, a partir de seu estudo, que a suplementação de ômega-3 de forma profilática pode reduzir o risco de parto prematuro em gestações de alto risco.

As recomendações feitas, segundo a literatura, são de 200 a 1000mg de DHA por dia durante a gravidez. Vale ressaltar que suplementar DHA em doses mais altas parece ter ação na regulação imunomoduladora, o que pode explicar sua capacidade de reduzir o risco de parto prematuro (VALENTINE et al., 2021).

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Referência

VALENTINE, C. J. et al. Higher-Dose DHA Supplementation Modulates Immune Responses in Pregnancy and Is Associated with Decreased Preterm Birth. Nutrients, [S.L.], v. 13, n. 12, p. 4248, 26 nov. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34959801/. Acesso em: 09 mai. 2022.

GOODFELLOW, L. et al. Plasma long‐chain omega‐3 fatty acid status and risk of recurrent early spontaneous preterm birth: a prospective observational study. Acta Obstetricia Et Gynecologica Scandinavica, [S.L.], v. 100, n. 8, p. 1401-1411, 4 maio 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33742474/. Acesso em: 09 mai. 2022.

CARLSON, S. et al. Higher dose docosahexaenoic acid supplementation during pregnancy and early preterm birth: a randomised, double-blind, adaptive-design superiority trial. Eclinicalmedicine, [S.L.], v. 36, p. 100905, jun. 2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34308309/. Acesso em: 09 mai. 2022.

POLITANO, C. A.; LÓPEZ-BERROA, J. Ácidos graxos ômega 3 e fecundação, gravidez e amamentação. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, v. 42, n. 3, p. 160-164, 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbgo/a/JSQkqfpY3rgDhp5BtMqMyGy/abstract/?lang=pt. Acesso em: 09 mai. 2022.

Editoria Biobalance

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